domingo, 19 de fevereiro de 2017

José de Almada Negreiros: uma maneira de ser moderno

Isto de ser moderno é como ser elegante: não é uma maneira de vestir mas sim uma maneira de ser. Ser moderno não é fazer a caligrafia moderna, é ser o legítimo descobridor da novidade.

José de Almada Negreiros, conferência O Desenho, Madrid 1927

Exposição na Fundação Gulbenkian, até 5 de junho de 2017

Esta exposição antológica mostra a obra de um artista que catalisa a vanguarda nos anos 1910 e atravessa todo o século XX.  
Até lá, um PowerPoint para nos elevar a alma.

Autor profuso e diversificado, Almada (1893-1970) pôs em prática uma conceção heteróclita do artista moderno, desdobrado por múltiplos ofícios. Toda a arte, nas suas várias formas, seria, para Almada, uma parte do «espetáculo» que o artista teria por missão apresentar perante o público, fazendo de cada obra, gesto ou atitude um meio de dar a ver uma ideia total de modernidade.
A exposição apresenta um conjunto de obras que reflete a condição complexa, experimental, contraditória e híbrida da modernidade. A pintura e o desenho mostram-se em estreita ligação com os trabalhos que fez em colaboração com arquitetos, escritores, editores, músicos, cenógrafos ou encenadores. Esta escolha dá também visibilidade à presença marcante do cinema e à persistência da narrativa gráfica ao longo da sua obra. Juntam-se ainda obras e estudos inéditos que darão a conhecer diferentes facetas do processo de trabalho artístico de José de Almada Negreiros.
Curadoria: Mariana Pinto dos Santos com Ana Vasconcelos


Um ponto de vista novo sobre Almada, in Público


domingo, 12 de fevereiro de 2017

Alice Vieira - os Mários


Mário Castrim - o marido

razões de um pseudónimo

Alice Vieira a falar de Mário Castrim.



Mário Zambujal - o amigo

Alice Vieira, a mulher e a escritora

Hoje, ao passar os olhos pelos jornais, encontrei no Jornal Económico este artigo que partilho convosco.


Alice Vieira: do tricô aos livros, a vida dela dava um romance.

Começa assim:
«Interrompemos as compras de postais de Alice Vieira, no edifício principal da Gulbenkian, para um passeio no jardim da fundação e uma viagem pela vida da autora. com 73 anos e mais de 80 livros publicados, confessa que "não consegue ler nada". A escritora e antiga jornalista aborda a velhice, a solidão e a morte dos homens da sua vida - "os Mários". Revela-se preocupada com o estado do jornalismo e denuncia uma falta de memória coletiva "espantosa".»

Encontro com a escritora Alice Vieira e Feira de Autor


No próximo dia 2 de março, a escritora Alice Vieira, um dos grandes nomes da nossa literatura infanto-juvenil, estará na Escola D. Domingos Jardo, a convite da Biblioteca.
A Biblioteca e o grupo de Português estão a dinamizar algumas atividades para incentivar a leitura dos seus livros e preparar a entrevista.
Colabore com esta iniciativa.
Adquira um livro à venda na Biblioteca na Feira de Autor.
Permita que o seu filho/educando possa comprar um.
Não é todos os dias que temos o prazer de receber um autor consagrado na nossa escola.

Agradecemos a vossa colaboração.



quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Sophia de Mello Breyner Andresen - «SAGA»

Ao pesquisar sobre o conto «Saga» encontrei várias coisas interessantes sobre a história da Família Andresen.

Diz-nos Sophia de Mello Breyner:
A «Saga» nasceu, na realidade, de uma história de família: o meu bisavô veio realmente de uma ilha da Dinamarca, embarcado à aventura e foi assim que acabou por chegar ao Porto. O episódio da zanga com o capitão, o do número de circo com a pele de urso no cais, o abandono do navio – tudo isso aconteceu de facto. Também são verdadeiras as palavras que ele disse, mais tarde, a uma das netas: ‘O mar é o caminho para a minha casa’ – e outras coisas ainda. Mas, claro que depois há toda uma fusão imaginária desta realidade e todo um trabalho de invenção que são obra minha.

Encontrei também um blogue da Família Mello Breyner.

Uma biografia.

Um trabalho sobre a história verídica de Sophia de Mello Breyner e dos seus antepassados.

A fotografia da campa do bisavô de Sophia de Mello Breyner Andresen no cemitério de Agramonte.

Mais uma curiosidade sobre a casa da família no Porto.

E, para terminar, um artigo da Visão sobre a casa Andresen.